Toda viagem é uma busca por nós mesmos

vista do avião

Eu não imaginava que a paranoia de fim de ano ia bater por aqui já em novembro. Mas ela apareceu – e com intensidade. Talvez porque uma de minhas avós faleceu na última semana e a morte faz isso. A gente começa a repensar tudo. 

No início deste ano eu tinha sonhos. Principalmente o de viajar, viver novas experiências, cruzar com pessoas incríveis. Sou muito feliz de olhar para trás hoje e ver que isso realmente aconteceu. Conheci seres humanos maravilhosos, percorri diferentes estados, ouvi sotaques distintos. Estive em lugares marcados pela riqueza e pela pobreza.

Comecei a sentir o gostinho do que é ser nômade. Só que o que eu não sabia – e descobri agora – é que o que estava por trás disso era, na verdade, um anseio de me conhecer melhor

Talvez nem todas as pessoas que cruzaram comigo saibam, mas elas me ensinaram mais sobre mim do que qualquer aula de Yoga ou sessão de terapia. Isso porque elas espelharam todas as partes mais lindas e feias de quem eu sou. 

Estive pensando que o ímpeto de viajar e percorrer o mundo – que é o que pretendo seguir fazendo – na verdade é um anseio da alma, um chamado para a gente olhar mais pra dentro. Porque é fácil criar uma vida cheia de distrações e nunca olhar. Só que uma hora bate aquele vazio. É inevitável.

Não sei o que 2020 me reserva, para falar bem a verdade. E aprendi que está tudo bem não planejar tanto. Sei que vou percorrer novos lugares, encontrar outras pessoas. Estou aberta ao que vier. Mas hoje percebo que o clichê é real: não é sobre para onde a gente vai, é sobre a jornada.

A viagem externa não importa tanto. O destino é só um detalhe. Como a Lana canta: “turns out everywhere you go you take yourself, it’s not a lie” (“acontece que para qualquer lugar que você vá, você se leva junto”). Ou seja: não adianta a gente querer fugir de si mesmo rodando o mundo.

Embora viajar – no sentido literal – seja uma grande jornada de autoconhecimento. a maior viagem é aquela que a gente faz para dentro da gente mesmo. A viagem externa só nos coloca em contato com isso mais fácil, porque tira a gente da bolha da nossa vidinha, da rotina estabelecida.

E olha… essa viagem interna é a que requer mais coragem. Olhar para as nossas dores machuca demais. É como tirar casquinhas de feridas esquecidas depois de muito tempo.

Aí você abre o Instagram e parece que ninguém precisa mexer nas casquinhas. E você pensa: “por que eu estou aqui cutucando?”. Bem, é porque você precisa. Porque já não consegue mais ignorar. E percebe que isso só vai fazer mais mal do que finalmente cutucar o machucado e depois, finalmente, fazer um curativo.

Para falar bem a verdade, não sei qual é o intuito deste texto. Talvez sejam só devaneios de um domingo à noite, depois de assistir uns 6 episódios de This Is Us, me lavar chorando e pensar: “caramba, não tenho a mínima ideia do que estou fazendo da minha vida”, mais um ano está no fim e nem planos eu tenho.

Mas esta é a vida real: um eterno exercício de desapegar de todas as certezas. Talvez, na verdade, a vida talvez seja a maior viagem e cada vez mais eu desconfio que nenhum de nós tem a mínima ideia mesmo do que está fazendo aqui. E o mais louco? É só vivendo que a gente vai descobrindo.

Se a gente estiver de coração aberto, a vida sempre coloca as pessoas certas no nosso caminho de autodescoberta. O que eu aprendi até aqui é que nada – nem ninguém – é por acaso.

E apreciar a vista sempre vale a pena

Explore 4 funções nas quais é possível atuar como produtor de conteúdo digital

mesa com computador

Viver da escrita, ter seus próprios horários, trabalhar de onde quiser como produtor de conteúdo digital. Parece um cenário incrível para você? Para mim, sempre foi. Sem dúvidas, esses foram os atrativos que me levaram ao Marketing de Conteúdo. E a boa notícia é que a demanda na área só aumenta cada vez mais e mais.

Quando entrei no mercado, em meados de 2015, acreditava que a necessidade para a contratação de excelentes redatores se restringia a textos de blog. Me enganei. Atualmente, a verdade é que há uma carência de profissionais que escrevam materiais para redes sociais, textos de e-mails, páginas de vendas e por aí vai.

O que eu quero dizer? Que há INÚMERAS possibilidades para você se capacitar como produtor de conteúdo e oferecer serviços na área.

Vou explicar melhor a seguir. 

4 formas de atuação como produtor de conteúdo digital

Para contextualizar algumas das novas oportunidades oferecidas pelo mercado digital, abaixo vou listar quatro formatos de demandas que vejo MUITO por aí. São áreas nas quais você pode se aprofundar e se capacitar para oferecer serviços – seja como freelancer, ou como colaborador em uma agência ou no setor de Marketing da sua empresa.

Blogs de Empresas

Sim: as organizações estão começando a entender que ter um posicionamento na internet é indispensável. Nesse contexto, a produção de conteúdo para blogs empresariais é uma forma de aproximar o consumidor da marca através da entrega de textos de qualidade, associados aos produtos/serviços vendidos por ela. 

Em tempo: se você deseja entender como um blog pode ser uma excelente ferramenta de Marketing, sugiro que leia este artigo onde falo um pouco mais sobre isso. 

Redes Sociais

Médicos, lojas, restaurantes, hotéis…basicamente todos os negócios hoje em dia estão entrando nas redes sociais. E, mais do que belas imagens, são necessários textos incríveis para construir uma estratégia no Facebook e no Instagram, por exemplo.

Hoje, eu dedico cerca de 80% das minhas horas de trabalho à criação de conteúdo para redes sociais. E vejo que a procura só aumenta. 

Blog Próprio

Já pensou que ter seu próprio blog também pode ser uma forma de atuar como produtor de conteúdo? Isto mesmo: além de ser uma “vitrine” para o seu trabalho, se você entregar conhecimento através dele com posts associados à uma temática sobre a qual você tenha amplo domínio, pode posteriormente rentabilizá-lo.

Seja através de programas de afiliação, venda de espaço publicitário ou criação de seus próprios materiais, como cursos ou E-books. 

Copywriting de E-mails e Páginas de Vendas

Em agências de marketing e outras empresas que já investem em estratégias digitais, a redação de e-mails e textos focados em conversão (copywriting) simbolizam demandas cada vez mais requisitadas – e uma oportunidade gigante para produtores de conteúdo.

Vale a pena pesquisar sobre o tema e, se você achar interessante, buscar capacitação na área. 

Como começar a criar oportunidades na área de produção de conteúdo?

Curtiu as dicas? Bom, então agora vamos adiante: como começar a criar oportunidades na área?

Há diversas alternativas. Você pode pesquisar possibilidades em sites de “freelas”, ou então oferecer seus serviços gratuitamente como “teste” para empresas da sua região, ou amigos que tenham seus próprios negócios. Se os seus clientes em potencial ficarem satisfeitos, eles certamente vão lhe indicar para outras pessoas.

Prove seu valor. Em algum momento, quando já tiver mais clientes, você pode começar a estipular seu próprio preço conforme a qualidade da sua entrega. Acredite: você vai se surpreender com a demanda existente para serviços de redação.

E aí, preparado(a) para começar? Espero que as dicas sejam realmente úteis para você! Em caso positivo, me deixa saber aqui nos comentários. 🙂

Observação: o Curso Criadores de Conteúdo contém meu link de afiliada. Ao comprar através dele, você ajuda a rentabilizar meu trabalho para que eu possa seguir escrevendo esses textos. Obrigada!

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5 livros de autoconhecimento que podem transformar sua carreira (e sua vida)

livro sobre a mesa e café

Você sente um vazio que volta e meia bate à porta durante a sua jornada de trabalho? Se a resposta for sim, já estive no seu lugar. Sei como a sensação é incômoda. Mas por mais que possa soar como um clichê motivacional, a verdade é esta: você pode mudar. Na minha experiência, ler livros de autoconhecimento ajudou muito no processo.

Sempre torci o nariz para qualquer tipo de obra focada em autoajuda/autoconhecimento – parece que a categoria, por si só, é depreciativa. Só que, ao deixar o preconceito um pouquinho de lado e me aprofundar em leituras desse tipo, minha vida começou a mudar. Tanto a nível pessoal, quanto profissional. 

É por isso que decidi escrever este texto compartilhando um pouco o meu processo e indicando 5 livros que foram essenciais no start da minha transição de carreira e no meu projeto de virar nômade digital.

Para conferir, siga a leitura até o fim!

Livros de autoconhecimento valem a pena?

Se você estiver aberto a absorver o que eles dizem, sim. Não posso generalizar, claro, mas eu realmente acredito que estamos neste planeta para evoluir e melhorar como seres humanos. E há inúmeras ferramentas válidas nesse caminho – inclusive os livros. 

Pelo menos, na minha visão, o que não faz nenhum sentido é viver uma vida vazia, sem propósito e apenas se queixar. Quando você sente que não há sentido no que faz, penso que é indispensável procurar auxílio. E os livros são uma alternativa acessível e que nos transporta a outras realidades, não é?

Defendo também outras formas de terapia, como conversar com um psicólogo, ou mesmo praticar Yoga. No meu caso, uma coisa puxou a outra. Ler obras focadas em espiritualidade e autoconhecimento me levou a buscar um profissional para abordar minhas dificuldades emocionais e me aprofundar ainda mais em mim mesma.

É aí que a mágica acontece. Porque, se você sente um vazio no trabalho, certamente há uma razão por trás. Você só pode descobrir qual é ela quando conhece a si mesmo(a). Autoconhecimento é o melhor investimento que podemos fazer na vida. Ele nos dá rumo. 

Eu, por exemplo, amo escrever. Só que levei um tempo para entender que isso é o que realmente me realiza – trabalhar com produção de conteúdo. Mais até do que editar textos de outras pessoas. 

Como gosto de escrever, também funciona para mim trabalhar remoto ou em home office. Lugares muito cheios me desconcentram. Sou capaz de produzir mais, melhor e com tranquilidade em casa, com liberdade de horários e menos barulho. Mas talvez esse modelo não funcione para você. 

Em resumo: se autoconhecer é o primeiro passo para identificar se o seu trabalho está alinhado à sua visão de vida, aos seus valores e ao que você gosta. Ter esse conhecimento é libertador, pois pode lhe dar um norte na jornada.

OK. Mas quais foram, então, as leituras fundamentais nesse processo? Abaixo, compartilho cinco delas.

5 livros de autoconhecimento para repensar a vida e a carreira

Já abriu o bloquinho de notas? Confira 5 leituras essenciais no processo de se aprofundar em si mesmo(a) e redirecionar os passos na carreira:

1) Por que fazemos o que fazemos?, de Mário Sergio Cortella

No  provocativo livro “Por que fazemos o que fazemos?”, o filósofo Mário Sergio Cortella nos convida a um mergulho interno no sentido que há por trás de nossas carreiras. Para mim, se enquadra na categoria do autoconhecimento porque instiga a pensar: como o trabalho que eu faço também ME constitui como ser humano? 

O que eu faço que realmente me traz orgulho, senso de realização, ou apenas dinheiro? São questões que você pode aprofundar e, certamente, ter insights preciosos a partir daí. 

2) O Poder do Agora, de Eckhart Tolle

Li as primeiras páginas de “O Poder do Agora” com um olhar extremamente cético. Até que percebi que as palavras do autor faziam muito sentido. Basicamente, trata-se de um livro sobre espiritualidade que nos convida a mergulharmos no que está além da nossa mente, o que mora naquele espaço vazio que encontramos quando meditamos. 

“Se for usada corretamente, a mente é um instrumento magnífico. Entretanto, se a usamos de forma errada, ela se torna destrutiva. Em geral, você não usa sua mente. Ela que usa você”, escreve o autor.

Tolle nos convida a silenciar os pensamentos. Muitas vezes, é nessa nossa essência – que vai além do âmbito racional – que moram todas as respostas que buscamos no trabalho e na vida. 

3) O Caminho da Sabedoria, de Matthieu Ricard, Alexandre Jollien e Christophe André

Em “O Caminho da Sabedoria”, um livro no formato perguntas e respostas, o leitor é instigado a refletir sobre as raízes de diferentes comportamentos e questionamentos pertinentes à sociedade e ao trabalho. Por que sentimos raiva? Por que temos dificuldade de nos expressarmos? Como lidamos com as pessoas?

Uma leitura leve e deliciosa e um convite para olharmos mais para dentro, antes de olhar para fora. 

4) Propósito, de Sri Prem Baba

O conceito de dharma permeia todas as palavras desse pequeno, mas poderoso livrinho, chamado “Propósito”. A palavra em sânscrito nos dá dimensão de que, se estamos aqui, não é por acaso. Mas a jornada consiste justamente em descobrir esse porquê. 

O trabalho, muitas vezes, traz pistas. Quando não estamos em sintonia com nossa missão, sofremos e protelamos nossas atividades. 

Quais são seus talentos? O que faz seu coração vibrar? O que empolga você? São pistas interessantes. 

5) Você Pode Curar sua Vida, de Louise Hay

Eu já indiquei diversas vezes “Você Pode Curar Sua Vida” aqui, mais uma não vai fazer mal. Nessa obra cheia de sensibilidade, Louise Hay fala de amor-próprio e sua importância na carreira e nos relacionamentos. Disserta sobre a importância de nos criticarmos menos, sermos mais gentis em relação a nós mesmos.

Quando nos amamos, as respostas que buscamos para a vida e o trabalho surgem mais facilmente. Com leveza e fluidez. Tenho comprovado na prática.

E aí, curtiu as dicas? Já leu algum desses livros? Comenta aqui e me diz o que achou!!

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“Coringa” me fez sentir compaixão pelos desafios que enfrentamos em uma sociedade doentia

joaquin phoenix em frente ao espelho

*Aviso: contém muitos SPOILERS!

Foto: Reprodução/Site A Crítica

Vamos lá: eu não fui ver “Coringa” no cinema com o intuito de escrever um texto aqui. A verdade é que eu achei o longa simplesmente tão agoniante que senti necessidade de elaborar algo através das palavras. Só para exorcizar um pouco do mal-estar que experimentei me contorcendo na cadeira do cinema.

Se você ainda não assistiu, portanto, meu primeiro alerta é: vá bem preparado(a) para duas horas de ininterrupta agonia cena após cena. Joaquin Phoenix passa, literalmente, o filme inteiro apanhando. E não só no sentido literal, mas também psicológico, claro. 

Os trejeitos ansiolíticos do ator – cuja interpretação é realmente digna do Oscar – a forma como ele traga o cigarro como quem parece incapaz de engolir a vida, a magreza insalubre, o olhar incompreendido. Tudo isso já promove um desconforto extremo.

Mesmo em se tratando de um psicopata (seus atos são injustificáveis, claro), ainda assim qualquer espectador com o mínimo de empatia sente-se mal por ele. Mas a atmosfera pesada, em minha opinião, não é ocasionada apenas pela trajetória do protagonista.

O grande trunfo do filme é mostrar que, quando uma sociedade é doentia e gananciosa, o sofrimento afeta todos os seus cidadãos – ricos, classe média, pobres. Todos.

Topa aprofundar o raciocínio?

Em Coringa, todo mundo está enfrentando uma batalha

Ao rememorar algumas cenas do longa, hoje percebo que o sentimento despertado em mim foi o de compaixão. Por exemplo: quando Arthur dialoga com sua terapeuta, esta parece desinteressada e distante. E, ao fim, anuncia que a prefeitura vai cortar os serviços de atendimento público na área da saúde mental. Ou seja: ele ficará sem seus remédios. 

Parece fácil culpá-la, mas a verdade é que ela também é peça do sistema. O que poderia fazer? Nesse ponto, já é válido questionar: se ele tivesse continuado com os remédios, será que tragédias subsequentes poderiam ter sido evitadas? 

Corta para a cena em que ele comete seu primeiro ato de violência. No metrô, três homens de perfil classe média (subindo na “escada social”), bêbados, tentam estuprar uma menina. 

Mais uma vez, enxerguei ali cinco vítimas: os meninos entorpecidos pelo álcool (provavelmente cheios de problemas do trabalho na cabeça); a personagem que, se não fosse a intervenção do “palhaço”, provavelmente seria violentada e teria um trauma para lidar pelo resto da vida e, claro, o próprio Coringa, que ganha mais alguns hematomas.

Já o gran finale é a cena em que Gotham implode em uma confusão anarquista e vemos como os pais de Bruce Wayne são assassinados. Na saída de um elegante teatro, uma pessoa qualquer aponta a arma para o casal e diz “você vai pagar, Wayne” (ou algo do tipo).

A cena termina com a mesma passagem que vemos nos filmes do Batman. A criança ali desamparada, órfã, passando pelo trauma de ver pai e mãe assassinados em sua frente. Na verdade, trata-se de mais uma vítima do sistema. 

Onde quero chegar? Bem, Coringa é uma crítica social que, embora forçada em alguns pontos para “reforçar a mensagem” que deseja transmitir, é extremamente necessária. Por coincidência, até no momento vivido pelo Brasil. 

Será que com a estrutura de país que temos e os índices cada vez mais elevados de desigualdade, seria prudente as pessoas andarem armadas? Eu creio fortemente que não. 

E reforço: não se trata de uma posição partidária. É só observar a violência das pessoas no trânsito. Em um sistema violento, onde todos ocupam eventualmente o papel de vítimas dele, a violência gera mais violência.

E será que ser gentil em uma sociedade carrasca vale a pena?

É impossível também ver o filme sem pensar: “por que todas as pessoas são tão cruéis com o personagem o tempo todo?”. Bem, é o que o sistema faz. Quando todos estão lidando com as suas merdas (desculpa o palavrão), como partes intrínsecas de uma sociedade doente, parece que ninguém se preocupa em ser gentil. Seria pedir demais.

Você certamente já enfrentou – ou enfrenta – situações em que as pessoas são maldosas. No transporte público, no trabalho, na faculdade. Só que, muitas vezes, temos que pensar que elas são assim porque também alguém lhes tratou da mesma forma. É um ciclo de violência contínuo. É o modo sobrevivência. Matar ou morrer.

Só que é triste ter que viver em um mundo assim, não é? Eu gosto de uma dessas frases de internet que diz assim: “seja gentil com todos que encontrar, você nunca sabe o que aquela pessoa está enfrentando”. Imagina se as pessoas colocassem isso em prática?

Não sei dizer quantas vezes já ouvi que, no mundo capitalista, se você for “bonzinho demais vai se ferrar”. Bem, ser gentil não é o mesmo que ser conivente com maus-tratos. Saber dizer não e ter amor-próprio é fundamental.

Em outras palavras, sim, é preciso estar atento, para que as pessoas não lhe passem a perna. Mas também não precisamos sempre desconfiar de tudo e todos, nos tornarmos amargos, sarcásticos e maldosos.

Eu escolho tentar ser gentil todos os dias e, depois desse filme, vou tentar ainda mais. Porque se queremos menos violência e mais amor – em todas as esferas sociais – precisamos começar com nossas atitudes em relação aos outros. É o primeiro passo.

Não importa em que degrau do sistema você está hoje. Se não contribuir para torná-lo um pouco menos cruel, injusto, desigual e violento, um dia a violência também chegará em você. De alguma forma.

Vamos ser mais gentis uns com os outros?

Gostou da reflexão? Já viu o filme e teve algum insight? Compartilhe nos comentários!

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Onde o amor-próprio entra na gestão da carreira?

mulher meditando

Eu sempre acreditei que êxito profissional estava associado ao esforço empenhado em uma determinada função, à capacidade de “entregar mais do que lhe é solicitado” e ao foco em um contínuo processo de aprendizagem. De fato, tais elementos são importantes. Só que apenas eles não bastam.

Neste ano, descobri que um dos aspectos mais imprescindíveis na gestão de carreira e no sucesso pessoal e profissional (leia-se sucesso aqui como: sentir um senso de felicidade e realização) é o amor-próprio. Conforme falei recentemente em outro artigo, percebi que cuidar da minha saúde, física e espiritual deveria ser uma prioridade na minha vida.

Em outras palavras: que me amar, me cuidar e ter tempo para mim e as pessoas que eu amo deve ser inegociável. E também me torna uma profissional melhor, capaz de entregar um serviço de qualidade, cumprir prazos e gerar confiabilidade ao cliente. Por mais paradoxal que pareça, priorizar o meu bem-estar também é bom para quem me paga.

Topa aprofundar a reflexão? 

Amor-próprio é a causa e a solução dos problemas 

Vou confessar: no início de 2019, eu me deparei com aquela sensação de vazio. Eu tinha a “fórmula para ser feliz”: flexibilidade de horários, oportunidade para viajar, e jobs – muitos jobs – em uma agência incrível. Eu amava (ainda amo) o que faço, mas faltava um elemento muito importante nessa equação.

E fui descobrir o que era com um livro incrível chamado “Você Pode Curar Sua Vida”, da norte-americana Louise Hay. Sim, é um livro de espiritualidade, autoconhecimento, autoajuda ou o que você preferir. Mas, por favor, não torça o nariz apenas por isso. Antes, veja que incrível o que ela diz:

“Quando realmente amamos e aprovamos a nós mesmos, tudo na vida funciona. (…) Amar a si mesmo é algo que realiza milagres. Não estou falando de vaidade, arrogância ou convencimento, pois isso não é amor, somente medo. Falo sobre termos um grande respeito por nós mesmos. O que pensamos sobre nós torna-se verdade para nós” – Louise Hay.

Basicamente, a autora demonstra que, muitas vezes, a sensação de vazio que assola nossas vidas e relacionamentos independe do nosso cargo ou salário. Ela tem a ver com o nosso próprio senso de merecimento acerca do lugar que ocupamos. 

E mais: que o lugar que ocupamos é exatamente aquele que aceitamos com base em nosso nível de amor-próprio!

Quanto menos nos amamos, mais caótico é o nosso trabalho e, muitas vezes, menor é o nosso salário. Foi aí que eu percebi: o que faltava era tempo de qualidade para mim, para meditar, nutrir amizades, ler. Eu precisava ME amar o suficiente para trabalhar menos, receber um valor que eu achasse justo por hora de trabalho.

O mais desafiador? Não me culpar por tudo isso. 

Sacrificar a vida pelo trabalho não é virtude. É falta de amor-próprio

Em sintonia com a leitura do livro da Louise, revisitei recentemente outro livro do Nuno Cobra Jr., chamado “O Músculo da Alma: a Chave para a Sabedoria Corporal”. Ele também aborda o fato de o mundo estar de cabeça para baixo. Todos vivem cansados e correndo. Falta amor-próprio, no trabalho e na vida.

Mas por quê? Na visão de Cobra, trata-se do mecanismo publicitário – e eu acrescentaria o tal do Coaching “modo charlatão” – que nos vende o autosacrifício como uma virtude. Com os inputs cerebrais promovidos por esses discursos, você não precisa convencer as pessoas a se amarem menos. É só vender a elas a ideia de que se sacrificar é bonito.

Assim, você sacrifica tudo. E a vida parece virar um campo de batalha, sempre mais difícil. Até você chegar lá e perceber que o sucesso que lhe venderam não é sucesso. É vazio.

Saiba se valorizar. Isso não é feio, nem errado. Se você se capacitou, cobre o preço que acha justo pelo seu serviço. Defina suas prioridades e imponha elas em sua rotina. Para mim, por exemplo, meu horário na Yoga hoje é inegociável. Você vai ver que será até mais respeitado(a) por isso.

Tem uma frase que eu adoro, do filme “As Vantagens de Ser Invisível”, que diz assim: 

A gente aceita o amor que a gente acha que merece.

Vale para para o contexto do trabalho, para os relacionamentos pessoais e para a vida, essencialmente.

Gostou da reflexão? O que você pensa sobre o tema? Vamos aprofundar nos comentários?

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O que é nomadismo digital e como conciliar carreira, viagens e saúde mental?

menina com mochila nas costas

O que é nomadismo digital, afinal? O termo parece ganhar cada vez mais relevância, não por acaso. A internet hoje é parte intrínseca de nossas vidas e revolucionou as possibilidades de habitarmos o mundo. O fato de ser viável trabalhar/produzir de qualquer lugar abriu espaço para entrarmos novamente em contato com nosso instinto de liberdade.

A verdade é que não existe uma definição exata para o que é um nômade digital. Eu, por exemplo, me “considero nômade” porque volta e meia viajo e passo alguns dias trabalhando de diferentes lugares – seja em um ônibus, avião, café em São Paulo ou uma praia bonita em Santa Catarina. Brinco que sou uma “nômade Nutella”.

E existem os “Nômades Raiz”. São aqueles que já venderam tudo, abriram mão de qualquer estabilidade, do carro, da casa e vivem – literalmentepelo mundo, colecionando noites em hostels, Airbnb’s ou até sofás de estranhos ao redor do globo.

Neste artigo, quero aprofundar um pouco mais o conceito de nomadismo digital e, claro, compartilhar algumas dicas para você que sonha com uma vida de mais liberdade e menos coisas.

Topa?

Nomadismo: significado e contexto no mercado digital do século 21

O significado de nomadismo não remete a uma profissão, em si. Na verdade, como tentei explicar um pouco, trata-se de uma nova maneira de encarar a vida e o trabalho. Você executa seu job – existem profissões mais propícias ao trabalho remoto – mas não precisa estar fisicamente no local de trabalho.

Ora, se você não precisa estar fisicamente presente…significa que: sim! Você pode estar em qualquer lugar. E pode basicamente trabalhar em uma cidade em um dia, em um diferente estado no outro e – por que não? – até mesmo em algum país distinto no mês seguinte. A ideia é aliar a possibilidade de trabalhar e conhecer outras culturas simultaneamente.

A própria palavra “nômade” remete aos nossos ancestrais da era do paleolítico. Antes da agricultura, conforme também explica o historiador Harari no livro “Sapiens”, vivíamos espalhados pelo mundo, vagando. A globalização e essa coisinha chamada WI-FI, por estranhos caminhos, nos reconectaram à essa essência que ainda habita em nós.

Eu enxergo o nomadismo hoje justamente como uma forma de quebrar o script padrão de vida. Ao invés de você trabalhar em um local por horas e tirar férias uma vez por ano, você elimina esse senso de dualidade entre vida e trabalho. Você viaja enquanto trabalha. Encerra o “expediente” e vai fazer um programa cultural, explorar o mundo.

Parece legal para você? Já vou adiantar que nem tudo são flores – mas vou detalhar um pouco mais sobre isso adiante. Primeiro, vamos à próxima pergunta que talvez surja por aí…

Como se tornar nômade digital?

Há muitas formas – de verdade. Quando eu comecei a pesquisar sobre o tema com o sonho de ser nômade, um dos livros que me inspirou foi A Startup de 100 dólares. Ele traz cases incríveis de como há pessoas comuns ganhando dinheiro com negócios digitais, por exemplo. Seja vendendo produtos com e-commerces, através de blogs ou consultorias.

Eu, como jornalista, encontrei um caminho através do Marketing de Conteúdo. Hoje, atendo clientes através de agências e de forma autônoma, criando textos otimizados para blogs e sites. É uma profissão relativamente nova, com demanda gerada graças à internet, e que tem tudo para crescer cada vez mais.

Em paralelo, a criação de conteúdo também abriu margem para que designers, editores de vídeos e escritores cresçam nesse mercado. Mas a verdade é que independentemente do que você faça – seja um advogado, publicitário ou professor, – hoje é possível criar uma rotina de trabalho remoto em muitas profissões. Você pode propor isso ao seu chefe ou, então, se tornar seu próprio chefe.

Tudo começa com o sonho de viver de forma nômade. A partir daí, você vai achando os melhores caminhos. E você não precisa começar logo viajando para fora do país. Vale a cidade ou estado vizinho…sua visão de mundo já vai se transformar.

E o mais legal? Enquanto o choque com outras culturas transforma você, isso contribui para que se torne um profissional melhor. Aliás, creio que não apenas um profissional, mas uma pessoa melhor

Como ser nômade e preservar a saúde mental?

Ser nômade é meu sonho desde meados de 2016. E a verdade é que conseguir chegar nesse ponto da carreira não é fácil. Exige trabalho, aperfeiçoamento e dedicação! E mais: quando você começa a trabalhar e viajar, percebe até que nem tudo é tão glamourizado quanto aparenta no Instagram. 

Cada viagem é uma desconstrução de si mesmo e um exercício de desapego. Não é difícil dar uma pirada quando você vive transformações tão intensas com tamanha rapidez. O Matheus de Souza fala sobre isso no livro “Nômade Digital: Um Guia para Você Viver e Trabalhar Onde e Como Quiser”, onde abre o jogo e expõe todas as dores e delícias de ser nômade digital.

Prepare-se para ter que trabalhar eventualmente em lugares loucos, lidar com perrengues inesperados e organizar muito bem a agenda para não se perder. Eu descobri que, para mim, viajar com intervalos de um a dois meses ficando numa base fixa, retomando um pouco minha rotina, me dá fôlego para me preparar para novas aventuras.

Mas esse é o meu processo. O nomadismo é algo novo, não existe script a seguir. Então, você vai ter que descobrir o que funciona para você. Me conta aqui depois?

Espero realmente que as dicas deste artigo tenham sido úteis. 🙂 

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Produção de conteúdo para redes sociais: como criar textos que engajam?

smartphone e computador

O universo do Marketing de Conteúdo é extremamente amplo e só a parte da produção de conteúdo para redes sociais já engloba determinadas habilidades imprescindíveis.

Com algoritmos que tendem sempre a reduzir o alcance orgânico (a oferta é maior que a capacidade de distribuição de informações), para se destacar uma marca precisa realmente ser inesquecível em seu posicionamento e linguagem.

Como escritora/produtora de conteúdo para a web, percebi que alguns detalhes podem fazer muita diferença no engajamento de textos – principalmente se falarmos em conteúdo para redes sociais. Afinal, sim: escrever para um blog é diferente de escrever para o Instagram ou Facebook.

Por isso, neste artigo, decidi compartilhar aqui algumas técnicas que utilizo com meus clientes de redes sociais. Espero que sejam úteis para você também!

Vamos lá?

Produção de conteúdo para redes sociais: o que torna um texto atrativo?

Não é segredo que, com uma maior adesão de usuários, redes sociais “bombásticas” não dão conta de distribuir todo o conteúdo disponível. Por isso, acertar no tom do texto e na redação é tão fundamental para que um post tenha uma performance excelente. A imagem conta muito também, claro, mas a escolha das palavras deve ser igualmente impecável.

Adequar a linguagem do texto à persona (potencial comprador do produto/serviço) é simplesmente fundamental. É preciso ter cuidado com o uso de termos muito técnicos – a menos em nichos muito específicos -; evitar frases exageradamente longas e falta de embasamento. Conteúdo bom é conteúdo bem embasado.

Sempre gosto de lembrar que conteúdo não é apenas postar uma fotografia do produto nas redes. Daí a importância do texto contextualizar o leitor, trazer informações novas e relevantes para a sua vida. Isso também faz parte do planejamento estratégico e se reflete na escrita.

O texto está ali para informar e trazer dados sobre a área em que o cliente atua. Afinal, o objetivo do Marketing de Conteúdo é justamente este: gerar conexão entre cliente e marca. É fundamental a escolha correta de palavras e até da diagramação do texto. No caso das redes sociais, os detalhes é que fazem a diferença.

Por isso, abaixo, vou listar de forma bem pragmática 5 pequenas “observações”, mas que podem melhorar 1000% sua produção de conteúdo nas redes. Embora eu não acredite em fórmulas prontas quando o assunto é Marketing Digital, acho que alguns insights podem ser úteis na sua estratégia.

5 dicas de criação de conteúdo para redes sociais

Já abriu o Google Keep aí? Então, tome nota destas 5 estratégias para deixar seu conteúdo ainda melhor:

1. Utilize pronomes pessoais

Nos textos, procure dialogar diretamente com seu leitor. Isso gera sensação de envolvimento, de que aquele texto foi escrito justamente para ele, promovendo empatia e intimidade. Todo mundo gosta de se sentir especial, não é?

Quando você utiliza um pronome específico nos textos, aproxima o leitor das suas palavras.

2. Aproveite recursos como alternar letras maiúsculas e minúsculas

No universo online, muitas vezes a leitura é tão rápida e dinâmica que o usuário vai apenas passar os olhos pelo seu texto e captar determinadas informações essenciais. Por isso, um recurso que utilizo bastante nas redes é colocar algumas palavras em caixa alta, dando ênfase a elas. 

Por exemplo: “Hoje vou falar sobre um assunto EXTREMAMENTE importante por aqui, ok?”. Viu só como traz um destaque à frase? Este é um recurso que utilizo bastante no Instagram e no Facebook.

Você pode ver alguns exemplos no meu portfólio do Contently.

3. Inclua emojis na comunicação

“O meio é a mensagem”. Ouvi essa frase de McLuhan na faculdade de jornalismo, mas é impressionante como ela ainda se aplica bem ao mercado digital. Os emojis fazem parte da comunicação nas redes, eles são quase “parte da conversa”. Então, por que não usar nos seus textos?

Entre uma palavra e outra, ou para enumerar listas e tópicos, utilize emojis (mas com moderação, ok?). Algumas plataformas de agendamento de posts permitem aplicá-los já na montagem do texto, mas você também pode usar o próprio bloco de notas. Além de deixarem o conteúdo mais dinâmico, eles atraem e dão “respiro” ao conteúdo.

4. Utilize espaços entre os parágrafos (no Instagram)

Yes: textos colados cansam o cérebro e podem prejudicar a entrega do seu conteúdo. Por isso, no Instagram, sempre coloque espaços entre um parágrafo e outro. Isso chama a atenção no feed, capta o olhar, torna a leitura fluida. 

5. Aplique analogias e referências no seu texto

Parece óbvio, mas vale reforçar: um bom texto é aquele que, de fato, entrega CONTEÚDO. Por isso, sempre recomendo que você utilize analogias para explicar conceitos; referências para embasar afirmações de todo tipo (pesquisas, fontes, livros, etc) e, claro, que pesquise muito para criar um material que realmente vai se destacar. 

O seu texto representa a credibilidade do seu cliente. Por isso, certifique-se de encontrar uma linguagem e um tom adequados, que traduzam aquilo que ele quer comunicar. Palavras são ferramentas MUITO poderosas, nunca se esqueça disso. 

E aí curtiu as dicas? Eu espero realmente que elas possam ajudar você na sua trajetória pessoal/profissional. Se for o caso, deixa um comentário aqui para eu saber!

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Como atrair clientes novos na área do Marketing de Conteúdo? 4 estratégias que usei e funcionaram

pessoa escrevendo no teclado

Como atrair clientes novos é uma questão central na vida de qualquer empreendedor, do micro ao macro, certo? Na área de Marketing de Conteúdo, porém, vejo que ela surge com uma frequência ainda mais assídua – talvez justamente por se tratar de uma profissão relativamente “nova” e possível de ser exercida de forma remota.

Vou confessar que já faz um tempinho que escuto de amigos e outras pessoas do ramo o questionamento: “mas como você consegue clientes?”. Até pouco tempo, quando alguém me fazia essa pergunta, eu não entendia muito bem. Principalmente porque, para mim, justamente a escassez de profissionais sempre gerou uma demanda elevadíssima.

Porém, quando comecei a refletir mais a fundo, percebi que houve, sim, algumas estratégias que eu apliquei e sempre me fizeram ter uma cartilha legal de projetos em andamento. Abaixo, vou aprofundar um pouquinho mais sobre elas.

Espero que sejam úteis para você!

Como atrair novos clientes para produção de conteúdo?

Mesmo sem ter percebido, eu apliquei as 4 estratégias abaixo desde que comecei a trabalhar como produtora de conteúdo. Elas funcionaram – ainda funcionam, aliás – excepcionalmente bem. Espie aí:

1.Tenha um portfólio e boas recomendações

Para conquistar um novo cliente, você precisa mostrar que é capaz de escrever um texto claro, coeso, objetivo e bem embasado. Como? Um portfólio é a melhor alternativa. Há muitas plataformas que permitem a você reunir seus textos. Eu utilizo a plataforma Contently.

Se você ainda não tem experiência, que tal investir em seu próprio blog? Os textos que você publica podem ser uma ótima demonstração de que você é capaz de planejar um conteúdo, criar linhas editoriais e conduzir uma boa escrita. Isso gera credibilidade.

Sempre que eu negociei com alguém um trabalho (para Marketing de Conteúdo ou não), fiz questão de enviar as minhas referências, meu perfil aqui no LinkedIn e outros textos escritos, além do CV. Entregar a mais antes da entrega do job, em si, já faz a diferença.

2.Cumpra os prazos estabelecidos

Um dos maiores “queima-filmes” que eu vejo no Marketing de Conteúdo é o atraso na entrega de material. Eu sei que o mercado pode ser ingrato e pagar muito pouco por um texto no início, mas isso não justifica o desleixo. Até porque você só vai poder subir seu preço se entregar um trabalho de qualidade, concorda?

Por exemplo: eu já deixei, sim, de ganhar dinheiro dispensando clientes novos para poder garantir as entregas no prazo de clientes que atendo. Mas foi justamente isso que me permitiu ganhar confiabilidade; ser indicada para outros jobs e, por fim, poder cada vez mais focar na QUALIDADE do meu conteúdo, cobrando um preço relativamente mais elevado. 

3. Saiba explicar – e contextualizar – o que você vende

Sim, Marketing de Conteúdo é uma profissão ainda “nova”, muito abstrata para algumas empresas. Por isso, se você quer trabalhar na área, precisa saber “vender o peixe”. Como? Mostre que você sabe do que está falando. Saiba explicar o conceito, contextualizar como o Marketing está se transformando e, principalmente, quais resultados ele pode trazer.

Leia sobre o assunto, pesquise, informe-se, faça cursos! Como em todas as profissões relativamente novas, se você quer trabalhar com internet, precisa apaixonar-se pelo processo de aprender continuamente. Caso contrário, desculpe a franqueza, mas você não vai sobreviver.

4.Estude muito sobre o tema no qual vai se aprofundar e pratique a sua escrita

Em minha trajetória no Marketing de Conteúdo, já escrevi artigos sobre os mais variados temas que você possa imaginar – desde Fotografia, até Investimentos. Uma estratégia que usei de uns tempos para cá foi me aprofundar em uma área específica e ficar muito boa nela. Ultimamente, então, tenho focado em atender médicos, pois amo o tema Saúde.

De uma forma ou de outra, sempre estude MUITO e busque boas referências e fontes englobadas na área do seu cliente. Peça a ele essas referências, pois isso também demonstra que você tem interesse em entregar um serviço excelente. Por fim, mas não menos importante: pratique! 

Sei que escrever às vezes é um processo doloroso. Mas, quanto mais você escrever, melhor e mais fácil vai ser produzir conteúdo. Palavra de alguém que escreve diariamente desde 2015.

O que os clientes menos toleram em Marketing de Conteúdo?

Bom, agora que já falei um pouquinho sobre estratégias que podem ajudar você a conquistar clientes, vou resumir de forma geral alguns dos erros que mais vejo profissionais da área cometerem – e que geralmente costumam ser muito prejudiciais diante dos clientes:

  • Erros de português: revise seu texto sempre, ok? 
  • Textos sem embasamento, genéricos, com ausência de referências. O conteúdo é a imagem do cliente. No meu caso (como escrevo para a área médica), sempre utilizo fontes como estudos científicos para embasar o conteúdo;
  • Delay nas entregas: combinou um prazo? Cumpra. Simples assim.
  • Linguagem inadequada: cada cliente pede um “tom” de texto diferente, uso de determinadas expressões e analogias. Saiba interpretar o seu cliente como ninguém. Isso agrega muito valor ao conteúdo.

E aí curtiu as dicas? Eu espero realmente que elas possam ajudar você na sua trajetória pessoal/profissional. Se for o caso, deixa um comentário aqui para eu saber!

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Abstract: devaneios sobre como arte e design transformam o mundo

corpo humano

Em nosso mundinho de dualidades, comumente a arte e qualquer outro tipo de atividade mais voltada ao abstrato parecem desconexas do contexto pragmático do mercado de trabalho. Talvez por isso acompanhar a série Abstract (disponível na Netflix – a 2ª temporada acabou de chegar!) esteja sendo uma experiência tão maravilhosa para mim.

Abstract é uma série sobre pessoas que reinventaram conceitos de design, arquitetura e engenharia. Mais que isso. É uma produção que aborda a genialidade dos que ousam perceber o mundo sob um olhar diferente e, a partir daí, propõem novas soluções aos problemas que a humanidade enfrenta.

Para mim, parece uma forma de respiro em meio a enxurradas de notícias tristes e problemáticas que vemos todos os dias no Brasil. Me faz crer que, com ideias criativas, podemos solucionar velhos e novos desafios. Traz esperança, essencialmente.

Por isso, neste artigo quero falar um pouco sobre alguns aprendizados, insights e devaneios que tive ao acompanhar os episódios. Topa?

Onde a arte encontra “a vida real”?

Pelos mais diferentes locais de trabalho pelos quais passei, percebi um padrão que se repete: no dia a dia das organizações, o foco dos gestores e colaboradores muitas vezes é lidar com urgências. Há pouco espaço disponível para focar em novas soluções e propor ideias ousadas, o que acaba por fazer muitos problemas se acumularem mais e mais.

Mas é precisamente quando alguém ousa romper essa barreira do óbvio a partir de um olhar artístico e questionador que grandes revoluções acontecem. Só para citar um exemplo batido, porém que não deixa de ser revelador e todos nós conhecemos. Steve Jobs

Não só ele reinventou o design dos aparelhos. Ele revolucionou a forma como usamos o smartphone. E onde isso nos levou? A novas soluções em mobilidade urbana (Uber, bikes e patinetes nas cidades), formas de pedir comida, uso de mapas e por aí vai. 

A questão aqui é que o abstrato pode ganhar aplicabilidades reais imensuráveis. Acho que nem as mentes mais geniais que criam essas soluções conseguem dimensionar seu real impacto. Portanto, arte e o abstrato podem levar a caminhos que geram, sim, lucros e novas oportunidades para corporações – de forma cada vez mais sustentável, assim espero. 

Um dos episódios de Abstract que mais me marcou foi o de Neri Oxman. Basicamente, ela inventou uma nova profissão baseada na construção de materiais bioarquitetônicos. Hoje, no MIT, trabalha em um departamento com enfoque justamente nisto: criar soluções mais sustentáveis para construção e repensar o design e a manufatura de processos que degradam o meio-ambiente.

Não é incrível?

O futuro é abstrato. Quem vai criá-lo somos nós.

Ao acompanhar os episódios de Abstract, percebi um denominador comum entre diversos artistas e profissionais retratados nos episódios: com base em suas paixões, muitos deles verdadeiramente criaram novas ocupações. Talvez, com a tecnologia, aquela velha ideia de “viver da nossa arte” já não precise estar mais tão distante.

Mais do que isso: talvez seja justamente essa a sacada para empresas, colaboradores e empreendedores do futuro. As soluções de que o mundo necessita não cabem mais em profissões que seguem uma linha padrão. De acordo com dados reportados pela BBC, até 2030 mais de 800 milhões de empregos serão extintos pela automação.

Então, talvez agora seja o momento crucial de olharmos para nós mesmos, para aquela chama criativa que sempre esteve ali, e pensar: como eu posso rentabilizar meus talentos e propor novas soluções ao mundo (seja empreendendo ou dentro da empresa onde atuo?). As oportunidades nunca foram tão amplas. 

Recentemente, li um livro do filósofo Mario Sergio Cortella chamado “Por Que Fazemos o Que Fazemos”. Ele traz a ideia de que o trabalho que exercemos ajuda a nos construir como pessoas, assim como nós podemos criar um senso de contribuição a partir do que fazemos. Por mais clichê que pareça, isso nos traz aquela ideia de propósito

E o propósito está intrinsecamente associado ao nosso ímpeto de viver, propor novos caminhos diante dos desafios que enfrentamos, na esfera individual e coletiva. A motivação nasce com o propósito. Cada um de nós deve ter coragem para moldar e descobrir o seu, ampliando seus horizontes.

Já que o texto falou tanto sobre arte, vou encerrar com uma frase citada por Cortella e, de acordo com ele, proferida originalmente por Michelangelo:

Todo pintor pinta a si mesmo.

Basta coragem para pensar além das caixinhas. 

E aí, curtiu as dicas? Se você também acompanha a série, deixa um comentário aqui para eu saber e me conta qual episódio é seu favorito. 🙂

Observação: Os livros citados neste artigo contém meu link de Afiliada da Amazon. Ao comprar através deles, você ajuda a rentabilizar meu trabalho para que eu possa seguir escrevendo esses textos. Obrigada!

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Produção de conteúdo digital: como entrar na área e trabalhar de qualquer lugar?

menina com caderno e notebook

A produção de conteúdo digital é uma das áreas de maior demanda hoje para profissionais da área criativa, como designers, produtores audiovisuais e escritores. Como jornalista, eu caí no mundo do Marketing Digital por acaso, justamente com esse boom do mercado online.

Basicamente, a história foi a seguinte: diante da queda das publicações tradicionais (revistas, jornais e outras publicações impressas) e a ascensão do digital, descobri que o ambiente mais propício para viver da escrita  – e com melhor remuneração, aliás – é a internet. Isso foi lá por meados de 2015.

O que eu não sabia na época é que a web iria me proporcionar muito mais do que simplesmente ganhar a vida escrevendo. De bônus, veio o seguinte: hoje, posso trabalhar de onde quiser, com total flexibilidade de horários e ainda sobra tempo para fazer atividade física, cozinhar e falar com meus amigos todos os dias.

Claro que nem tudo são flores (há muitos dias de perrengues, sim!). Mas, se você sonha com a possibilidade de poder trabalhar em qualquer lugar e ainda viajar em paralelo, as dicas que eu reuni aqui podem ajudar.

Topa o mergulho no tema?

Produção de conteúdo para a web: de onde vem a demanda?

Antes de entrar um pouco mais a fundo na parte prática, gostaria apenas de contextualizar um pouco melhor o porquê da produção de conteúdo ser uma das áreas mais promissoras do futuro. Bem, você já deve ter reparado que o mundo mudou “um pouquinho” diante das novas tecnologias, não é?

Com a internet, não seguimos mais um script em nossa forma padrão de consumir informação sobre qualquer tipo de assunto. Não precisamos mais sentar às 21h e assistir ao jornal nacional. Podemos escolher o que queremos ler, ver ou ouvir, na hora em que quisermos e no formato que preferirmos*. 

Em paralelo, a democratização de informações que a internet proporciona abriu uma brecha para que marcas aproximem sua comunicação de público não apenas através de anúncios invasivos. Por meio de canais digitais, elas podem disponibilizar conhecimento e informações úteis aos potenciais consumidores. O conteúdo é, portanto, uma moeda de troca.

A marca que produz conteúdo de qualidade através de seus canais, como blogs, sites e redes sociais, torna-se mais próxima de seu público-alvo. Conteúdos cativantes geram autenticidade, aproximação, credibilidade. Um médico que partilha seus conhecimentos nas redes pode obter muitos pacientes em potencial, por exemplo.

Isso porque, se o conteúdo for bom, ele aproxima. E tendemos a comprar um produto/serviço quando sentimos essa conexão. Faz sentido, não é?

OK, então você gosta de escrever e quer trabalhar com isso. Quais são as possibilidades que o mercado oferece? Abaixo, vou falar um pouquinho mais sobre as principais

*(ps: aqui cabe um adendo: as fake news também vieram junto com essa transformação, por isso, certifique-se de consumir o conteúdo de empresas e pessoas que realmente têm credibilidade).

Produção de conteúdo para redes sociais e sites

A maior concentração por demanda para redatores e designers está na produção de conteúdo para sites, blogs e redes sociais. O LinkedIn, o Instagram, o Facebook – tudo vai depender do projeto de cada cliente. E aí que vem o mais bacana: junto ao cliente, você pode montar essa estratégia!

Produção de conteúdo para Instagram

O Instagram é a rede social queridinha da vez e já bateu a marca de mais de 1 bilhão de usuários. Muito focada no combo imagem + conteúdo, ela funciona praticamente para qualquer tipo de negócio – desde clínicas, até médicos, restaurantes e lojas. 

Se você deseja atuar como produtor de conteúdo, que tal se especializar e oferecer o serviço de gestão de conteúdos digitais para agências, lojas e outros estabelecimentos na sua cidade?

Produção de conteúdo para Sites e Blogs

Esta frase já rolou tanto pela internet que nem sei mais de onde surgiu: as redes sociais são como uma “casa alugada”. E é verdade. Já imaginou se o cliente concentra toda sua audiência no Instagram e, em um belo dia, ele sai do ar? Daí a demanda para a produção de blogs e sites próprios. É uma ótima estratégia para as marcas.

Como profissional, você pode escrever para seus clientes em blogs textos mais densos e aprofundados. Se manjar de SEO, então, melhor ainda!

Produção de conteúdo para LinkedIn

O próprio LinkedIn é um ótimo canal para networking e produção de conteúdo. Já são mais de 500 milhões de usuários ativos. Eu, por exemplo, atendo um cliente de blog que também publica os conteúdos no In, para ampliar a visibilidade e a autoridade do negócio dele. Acredite: demanda não falta por bons profissionais na área.

Claro que essas são apenas algumas das possibilidades! Para produtores audiovisuais, o Youtube é outra rede que poderia ser mencionada. Temos ainda o Twitter, o Pinterest…as alternativas são muitas.

Bônus: cursos que indico para quem está entrando na área

Ficou empolgado para trabalhar na área? Bem, se você deseja trabalhar com produção de conteúdo – ou está começando e quer se tornar ainda mais habilidoso para sempre ter uma carta legal de clientes – eu recomendo alguns cursos. 

Um curso que indico é o Marketing Pessoal e Produção de Conteúdo Para o LinkedIn, do Matheus de Souza, que foi eleito Top Voice do LinkedIn em 2016. Se você quer dar um enfoque maior em serviços de produção de conteúdo na rede (oferecendo a terceiros), ou mesmo ampliar seu networking e até conseguir oportunidades de trabalho como produtor por meio dela, vale muito a pena

O Matheus também acabou de lançar um livro incrível chamado “Nômade Digital: Um Guia Para Você Viver e Trabalhar Como e Onde Quiser”. É outra recomendação, porque nele você vai entender como aliar a vida de produtor de conteúdo com o lifestyle nômade. A obra tem sido essencial na minha própria jornada. 

E aí, curtiu as dicas? Eu espero realmente que elas possam ajudar você na sua trajetória pessoal/profissional. Se for o caso, deixa um comentário aqui para eu saber!

Observação: como eu falei, esta última parte do texto contém links de afiliada dos cursos citados. Ao comprar através deles, você ajuda a rentabilizar meu trabalho para que eu possa seguir escrevendo esses textos. Obrigada!

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